Tantas emoções.
Fim-de-semana se resumiu a tentativas frustradas de conexão à internet. Algum problema no meu PC aqui estava reduzindo minhas minhas horas online a algo perto de... quarenta e cinco segundos? Para piorar, todos os DVDs que estão comigo aqui em casa me davam uma preguiça danada de assistí-los OU eu começava a ver, me empolgava de verdade e acabava parando com um "melhor deixar para ver com a namorada".
É claro que uma situação desesperadora dessas provocou um horrendo flashback na minha cabeça neste domingo. O tédio me consumia por inteiro. Vontade de passar horas conversando com a única pessoa desbloqueada naquele MSN. Enfim. Um estalido na minha cabeça. Bem alto. E me lembrei do quanto eu era fissurado por computadores nos meus doze, treze anos. Claro que a bem da verdade não fazia nada além de jogar "Doom" e "Alone in the Dark", mas vivia com chaves de fenda na mão, abrindo e fechando aquele gabinete. Perdi o número de vezes que meu pai teve que mandar aquele velho 486 DLC para o conserto por bobagens cometidas por mim mesmo nessas aventuras tecnológicas. Bem. Se eu conseguia mexer tanto no computador quando era moleque e, apesar dos pesares, resolvia boa parte dos problemas que apareciam, arrumar o que quer que estivesse atrapalhando meu acesso ao mundo maravilhosos dos vídeos do Borat seria moleza.
Comecei do óbvio, claro. Reinstalei todos os drivers, controladores e o diabo que vieram juntos com o CD-Rom da placa-mãe/processador. Nenhuma diferença. Quer dizer. Na verdade houve uma diferença, sim. A definição do monitor caiu de 32 bits para 16.
Segundo passo. Procurar por algum spyware ou vírus que esteja provocando este problema. Duas
horas de busca depois: nada.
Bem. Só restou a medida mais trágica de todas. Reinstalar o Windows. Mas peraí? Dá para fazer isto sem perder o que está salvo no HD? Hmmm. Sei lá. Ufa. Finalmente um pouco de emoção nesse final de semana insuportável e cheio de notícias horrorosas. Puta aposta arriscada. Me senti o próprio Cincinatti Kid. Só que mais gostoso.
Coloco o CD do Windows XP na gaveta do drive e começo minha empolgante missão. Após resetar o PC umas duas vezes a pedido do programa de instalação e depois de ver o caminho mais simples (apenas restaurar o programa) por não saber a senha do administrador ser bloqueado, finalmente chego à etapa que pede o código de segurança. Opa. Moleza. O camelô anotou com caneta aqui no verso do envelope. Depois de ter copiado uns dezenove dígitos do código... o que diabos é este caracter?! Como alguém pode escrever um troço tão bizarro assim mesmo usando letra de forma?! pff. Deve ser um U. Tá estranho porque ele colocou um hífen separando cada conjunto de caracteres em cima da letra. Tá no final da linha e tal. Código negado. Hmmm. Se não é um U SÓ pode ser um V. Código negado. Chuto a cama aqui do lado e depois reclamo da dor no dedão. Chutar as coisas descalço não é uma boa idéia. Ok. Depois de perder uns dez minutos trocando todos os Us do código por Vs e nada dar certo eu resolvo tentar trocar apenas o caracter com a caligrafia bizarra do chinês que me vendeu o programa. Começando no Q. Dez minutos depois o código dá certo. Era um J. Por isto o hífen bizarro em cima do U.
Para instalar o Windows é aquela enrolação que já conhecemos. Um monte de perguntas sobre o sistema, hardware e sei-lá-o-quê é feita. Não tava com paciência e fui clicando Ok em tudo, sem ler. O quê? Eu poderia ter danificado o meu computador?! Dei sorte então. Depois de toda esta epopéia, adivinhe só? É claro que continuava com um acesso reduzidíssimo à web. Só me restava escrever dizendo que nada tinha dado certo mesmo. Abro o discador. Consigo uma conexão e a perco antes que terminasse de redigir o e-mail. Não foi muito esperto da minha parte. Ainda mais depois desse show de perspicácia para solucionar o problema da internet. Reinicio o micro mais uma vez, porém dessa vez eu tomo um pouco de Malandrol antes e uso o Bloco de Notas para redigir o e-mail. Consigo enviá-lo bem a tempo. Mas dessa vez, noto que o ventilador do gabinete parecia ter trabalhado um pouco demais antes de perder a conexão. Reseto o PC uma última vez. E empurro o gabinete para um canto do móvel, dando mais espaço para o ventilador. Nunca mais perdi uma conexão.
Sim. Eu sei. Como eu disse, constrangedor.
(ouvindo Joan as Police Woman. Esta sim deve ser comparada com a Madeleine Peyroux, acho. Disco lindo. O Antony canta que é uma coisa mesmo. Pena seu disco ser tão chato.)
É claro que uma situação desesperadora dessas provocou um horrendo flashback na minha cabeça neste domingo. O tédio me consumia por inteiro. Vontade de passar horas conversando com a única pessoa desbloqueada naquele MSN. Enfim. Um estalido na minha cabeça. Bem alto. E me lembrei do quanto eu era fissurado por computadores nos meus doze, treze anos. Claro que a bem da verdade não fazia nada além de jogar "Doom" e "Alone in the Dark", mas vivia com chaves de fenda na mão, abrindo e fechando aquele gabinete. Perdi o número de vezes que meu pai teve que mandar aquele velho 486 DLC para o conserto por bobagens cometidas por mim mesmo nessas aventuras tecnológicas. Bem. Se eu conseguia mexer tanto no computador quando era moleque e, apesar dos pesares, resolvia boa parte dos problemas que apareciam, arrumar o que quer que estivesse atrapalhando meu acesso ao mundo maravilhosos dos vídeos do Borat seria moleza.
Comecei do óbvio, claro. Reinstalei todos os drivers, controladores e o diabo que vieram juntos com o CD-Rom da placa-mãe/processador. Nenhuma diferença. Quer dizer. Na verdade houve uma diferença, sim. A definição do monitor caiu de 32 bits para 16.
Segundo passo. Procurar por algum spyware ou vírus que esteja provocando este problema. Duas
horas de busca depois: nada.Bem. Só restou a medida mais trágica de todas. Reinstalar o Windows. Mas peraí? Dá para fazer isto sem perder o que está salvo no HD? Hmmm. Sei lá. Ufa. Finalmente um pouco de emoção nesse final de semana insuportável e cheio de notícias horrorosas. Puta aposta arriscada. Me senti o próprio Cincinatti Kid. Só que mais gostoso.
Coloco o CD do Windows XP na gaveta do drive e começo minha empolgante missão. Após resetar o PC umas duas vezes a pedido do programa de instalação e depois de ver o caminho mais simples (apenas restaurar o programa) por não saber a senha do administrador ser bloqueado, finalmente chego à etapa que pede o código de segurança. Opa. Moleza. O camelô anotou com caneta aqui no verso do envelope. Depois de ter copiado uns dezenove dígitos do código... o que diabos é este caracter?! Como alguém pode escrever um troço tão bizarro assim mesmo usando letra de forma?! pff. Deve ser um U. Tá estranho porque ele colocou um hífen separando cada conjunto de caracteres em cima da letra. Tá no final da linha e tal. Código negado. Hmmm. Se não é um U SÓ pode ser um V. Código negado. Chuto a cama aqui do lado e depois reclamo da dor no dedão. Chutar as coisas descalço não é uma boa idéia. Ok. Depois de perder uns dez minutos trocando todos os Us do código por Vs e nada dar certo eu resolvo tentar trocar apenas o caracter com a caligrafia bizarra do chinês que me vendeu o programa. Começando no Q. Dez minutos depois o código dá certo. Era um J. Por isto o hífen bizarro em cima do U.
Para instalar o Windows é aquela enrolação que já conhecemos. Um monte de perguntas sobre o sistema, hardware e sei-lá-o-quê é feita. Não tava com paciência e fui clicando Ok em tudo, sem ler. O quê? Eu poderia ter danificado o meu computador?! Dei sorte então. Depois de toda esta epopéia, adivinhe só? É claro que continuava com um acesso reduzidíssimo à web. Só me restava escrever dizendo que nada tinha dado certo mesmo. Abro o discador. Consigo uma conexão e a perco antes que terminasse de redigir o e-mail. Não foi muito esperto da minha parte. Ainda mais depois desse show de perspicácia para solucionar o problema da internet. Reinicio o micro mais uma vez, porém dessa vez eu tomo um pouco de Malandrol antes e uso o Bloco de Notas para redigir o e-mail. Consigo enviá-lo bem a tempo. Mas dessa vez, noto que o ventilador do gabinete parecia ter trabalhado um pouco demais antes de perder a conexão. Reseto o PC uma última vez. E empurro o gabinete para um canto do móvel, dando mais espaço para o ventilador. Nunca mais perdi uma conexão.
Sim. Eu sei. Como eu disse, constrangedor.
(ouvindo Joan as Police Woman. Esta sim deve ser comparada com a Madeleine Peyroux, acho. Disco lindo. O Antony canta que é uma coisa mesmo. Pena seu disco ser tão chato.)




3 Comments:
olha só. joan as a police woman a gente não acha lindo assim de cara. a gente ouve, grita: "putamerda isso é MUITO ruim!", dá uma gargalhada e, AÍ SIM, a gente diz: "lindo..".
Ei. EU gostei de primeira, ocá?
Mas só porque você já tinha me amansado com a Brisa Roché. Se não, teria jogado o disco longe. Mesmo com o Gang of Four junto.
mas brisa rochè é BÃO.
Postar um comentário
<< Home